Archive for the ‘Poeminha’ Category

Meia-noite

Luz apagada
Teto
Quatro paredes
Ontem e hoje
Concreto e abstrato
Deixa eu pensar
No amanhã

Confissão

Eu não falei
O quanto eu quero bem você
Só deixei entre vírgulas
O quanto eu quero você, bem

Simbólico

Nessa flor
A sensibilidade dos sentimentos
Nesse mar
A grandeza de amar
Nesse túnel
Infinitos corações sonhadores
Nessa estrada
Caminhos tortos e perfeitos
Na Areia
Incontáveis descobertas
Nos pássaros
Liberdade
Nessa vida
Flor, mar, túnel, estrada, areia, pássaros

Memória tímida

Não esqueci apenas do perfume
Porque não blusa, calça, sapato, meia e hora-data pontual?
Tão direto assim
Nem mesmo o último encontro

Aprendizado

Tantos e quantos caminhos por todos os lados
Porquês e pontos finais falhados
O que seria a bússola em meio a esse teu barco
Cercado de mar e sem chão?

Pise em terra firme
Na esperança de não ter deixado nenhum sonho pela água que se foi
A metade nunca é um completo
É melhor que se perceba
Nada é em vão

Ciclo

Deixa a criança brincar
Que se suje
Deixa o menino jogar bola
Que se machuque
Deixe o rapaz se divertir
Mas que tenha cuidado
Deixe o homem trabalhar em paz
Até que um dia ele lembre que o deixaram brincar, jogar bola e se divertir
E que ele se permita deixar um alguém se sujar, se machucar e dizer que tenha cuidado
E aprender então a amar

(In)finito

O fim impede o sempre
O começo impulsiona
A permanência cumpre

Longe e perto

Se olhar estrela faz sonhar
Olhar a grandeza interior pode fazer realizar
Se o mar não foge ao me ver passar
O infinito ao meu lado quer estar

Quando fiz uma promessa e olhei para frente
Vi uma estrada gigante
E a vontade de alcançar o fim…
É como a de querer ter a estrela que olhei

Incondicional

O Amor
Mora em
Roma
E quem tem boca
Vai até lá

Meia palavra

Um olhar
Um suspiro
Um gesto
Quantas vezes verbalizam a insegurança de dizer?